Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda

122119w1000 Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda

Quinteto estará no Solid Rock Festival com Lynyrd Skynyrd e Tesla

Uma das bandas mais importantes da história do rock pesado, o Deep Purple em breve estará novamente no Brasil, encabeçando o Solid Rock Festival, que terá ainda o Lynyrd Skynyrd e o Tesla em todas as suas datas.

O Solid Rock acontecerá em Curitiba (dia 12 na Pedreira Paulo Leminski, com as entradas inteiras custando R$ 290, R$ 580 e R$ 660), São Paulo (Allianz Parque dia 13, inteiras entre R$ 260 e R$ 580) e Rio de Janeiro (Jeunesse Arena dia 15, inteiras entre R$ 250 e R$ 650), com meia entrada disponível nos casos previstos em lei. As vendas estão sendo feitas pelo site da Tickets For Fun e bilheterias autorizadas.

Nesse especial nós contamos um pouco da história do Purple através de discos e músicas que estão entre as mais marcantes da banda. Preferimos destacar apenas material que eles ainda tocam ao vivo, ou seja aqueles gravados pela segunda, e mais bem sucedida formação (1970-1973), e a atual que conta com o baterista Ian Paice (o único que nunca deixou o grupo que já tem mais de 50 anos), o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover (que entraram em 1970) e os "novatos" Steve Morse (guitarrista desde 1994) e o tecladista Don Airey (com eles desde 2002).

Black Night - single lançado junto com o álbum "In Rock" (1970)

in-rock-W255 Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda  In Rock

Quando lançou "In Rock", em 1970, o Purple já tinha uma história e certo sucesso. Mas foi o quarto álbum de estúdio, o primeiro da "Mark 2" com Ian Gillan nos vocais e Roger Glover no baixo que os colocou na linha de frente do rock pesado ao lado de Led Zeppelin e Black Sabbath.

Mas essa não foi a estreia em disco do line-up. Cerca de seis meses antes a banda lançou o ao vivo "Concerto For Group and Orchestra", onde a banda, sob o comando do tecladista Jon Lord, experimentou fundir o rock com a música clássica.

"In Rock" já era algo bem diferente, um disco pesado, forte e fundamental para se entender o hard rock. Dali saíram dois clássicos do rock setentista: "Speed King" e a épica "Child In Time", verdadeiro tour de force de Gillan.

Junto com o disco foi também lançado o single "Black Night" como forma de divulgá-lo, ainda que a faixa não estivesse presente no álbum (só foi entrar nas edições posteriores em CD).

A estratégia deu certo. O compacto ficou no segundo lugar no Reino Unido (a primeira aparição deles no ranking) e o álbum em quarto. O Purple também começou a ser notado no resto da Europa e Austrália, mas nos Estados Unidos eles ainda teriam que esperar mais um pouco pelo sucesso.

"Strange Kind Of Woman" presente nas edições americana e brasileira de "Fireball" de 1971

fireball-W255 Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda  Fireball

Um pouco menos celebrado que o disco anterior, e principalmente o posterior, "Fireball" ainda assim faz parte de uma espécie de "trilogia básica" do Purple ("tetralogia" se somarmos o ao vivo "Made In Japan").

O quinto álbum de estúdio é um pouco mais suingado que o anterior e tem clássicos da banda como a faixa título, "The Mule" e "Anyone's Daughter".

Além de ter encabeçado a parada britânica, o trabalho também chegou no 32° posto nos EUA.

Mais uma vez, o quinteto lançou um single que ficou de fora do álbum e novamente eles se deram bem. "Strange Kind of Woman" entrou no top 10 britânico e se tornou uma das faixas mais queridas pelos fãs do grupo. Nos EUA ela entrou no LP no lugar de "Demon's Eye", assim como no Brasil (ainda que por aqui bizarramente, o selo do vinil original tenha "Demon's Eye" impresso nele).

"Smoke On The Water" de "Machine Head" (1972)

machine-head-W250 Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda  Machine Head

O Purple atingiu seu ápice artístico e comercial com "Machine Head" seu álbum mais coeso e icônico.

O álbum segue formando a base dos shows e não sem motivo, afinal ele tem "Highway Star", "Space Truckin'", "Lazy" e, claro, a música que não só simboliza a banda, como uma das mais reconhecíveis de toda história do rock.

"Smoke On The Water" tem um dos riffs mais simples e eficientes já compostos, o que faz dele um dos primeiros que muitos guitarristas iniciantes conseguem tocar.

A letra, que conta de forma bem humorada uma história verídica presenciada pela banda, também é das mais interessantes. O quinteto estava em Montreux para gravar o disco usando o estúdio móvel dos Rolling Stones. Na véspera da sessão de gravação,Frank Zappa se apresentava no mesmo complexo onde o disco seria feito e teve seu show interrompido depois que um incêndio se iniciou. Tudo porque um fã disparou um sinalizador dentro do cassino onde o show acontecia.

"Machine Head" encabeçou a parada britânica, chegou no top 10 dos EUA e, ainda hoje, é o disco mais vendido da história da banda.

"Perfect Strangers" do álbum homônimo de 1984

perfect-strangers-W250 Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda  Perfect Strangers

A segunda formação da banda se dissolveu em 1973, com Gillan e Glover partindo pouco depois do lançamento do irregular "Who Do We Think We Are". Os dois foram substituídos porDavid Coverdale e Glenn Hughes. Esse line up lançaria os bons "Burn" e "Stormbringer" em 1974.

Logo depois foi a vez do guitarrista Richie Blackmore, visto como o líder, abandonar o barco. Parecia ser o fim, mas os remanescentes chamaram Tommy Bollin, e gravaram "Come Taste The Band" (1975), no que parecia ser um novo começo para o quinteto.

Infelizmente, o músico morreria no ano seguinte vítima de uma overdose e o Purple encerrou de vez suas atividades. Nos nove anos seguintes todos se dedicaram a novas bandas (Gillan, de Ian Gillan, o Rainbow de Blackmore e o Whitesnake de Coverdale mais notadamente) até que em 1984 a "Mark 2" voltou a se reunir.

"Perfect Strangers" foi o álbum resultante desse reencontro, um disco marcado pelo clima setentista, mas também pelo som hard radiofônico dos anos 80. O álbum como um todo pode não ser dos mais coesos, mas a faixa título é indiscutivelmente uma das melhores feitas pelo grupo e segue até hoje como um grande momento de seus shows.

"The Surprising" de "Infinite" lançado em 2017

119981w245 Deep Purple toca em dezembro no Brasil. Conheça as histórias de clássicos da banda  Infinite

Como talvez já fosse esperado, Gillan e Blackmore continuaram a se estranhar. O vocalista saiu em 1989 e retornou em 1992. Já o guitarrista deixou a banda de vez em 1993, sendo substituído em caráter definitivo por Steve Morse. O tecladista Jon Lord partiu em 2002 e foi substituído por Don Airey. Lord morreu em 2012

O Purple se torna de vez uma banda que ganha a vida fazendo turnês, ainda que siga gravando álbuns com certa regularidade (no século 21 já foram quatro discos).

Os últimos anos têm sido bons para o Purple. Em 2016 eles finalmente foram convidados para fazer parte do Rock and Roll Hall Of Fame e o recente "Infinite" foi bem recebido por público e crítica. A lenta "The Surprising" é um bom exemplo de como eles soam atualmente.

Crédito: Vagalume

Fonte: https://www.vagalume.com.br

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Sou homem branco não gosto de diversão curto os games do xbox one e tranquilidade.

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