Aerosmith traz show de hits à arena do Palmeiras

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O Aerosmith voltou a São Paulo para mais um desfile de hits. No sábado, dia 15 de outubro, a banda norte-americana de hard rock trouxe à Arena do Palmeiras a competência de sempre.

E ela ficou ainda mais evidente nas faixas menos badaladas. Para um Allianz Parque com 45 mil pessoas e ingressos esgotados, o grupo deu sequência à turnê “Rock n’ Roll Rumble”.

O repertório adotado não fugiu demais do set list que vem sendo apresentado durante a turnê.

Com uma ou outra substituição de faixa, o público paulistano até saiu ganhando logo no começo, pois a primeira música da noite foi a pesada “Draw the Line”, no lugar de “Back in the Saddle”, que vinha iniciando os shows recentes do grupo.

Não que “Back in the Saddle” seja inferior, mas a pegada de “Draw the Line” é mais intensa e, talvez, mais indicada para começar uma apresentação de hard rock. Sim, havia um público da geração dos Anos 90 da MTV presente que até ficou meio perdido ou sem saber qual canção era aquela, mas o fã de carteirinha do Aerosmith deve ter aprovado a “surpresa”.

Interessante lembrar que “Draw the Line” havia aberto o ótimo show que o grupo realizou na Arena Anhembi em 2011. “Back in the Saddle”, por sua vez, havia iniciado a apresentação da banda naquela mesma arena, em 2013, no Monsters of Rock. Em 2010, no antigo Estádio Palestra Itália, a escolhida foi “Eat the Rich”.

O show na nova Arena do Palmeiras seguiu logo de cara com uma penca de hits e baladas. “Love in an Elevator”, “Cryin'”, “Eat the Rich” e “Crazy” fizeram este papel, com a banda dosando maestria músicas mais quentes e as mais lentas.

O vocalista Steven Tyler conversou com a plateia pouco antes de “Cryin'”, chamando o público presente de “50 mil loucos pra caramba” (na tradução sem palavrões). Chamou a atenção na apresentação de 2016, principalmente depois de ver os vídeos gravados, a participação maior de uma backing vocal. Foi, no mínimo, diferente notar uma voz feminina apoiando Tyler.

Após a sequência dos quatro hits mais comerciais, o Aerosmith trouxe “Kings and Queens”, também do álbum “Draw the Line”, de 1977, que já havia tido a música título como faixa de abertura da noite. O grupo já havia tocado essa na apresentação feita em Porto Alegre no dia 11 de outubro, quando o repertório foi bastante parecido com o de São Paulo.

O hit “Livin’ on the Edge” veio em seguida, com Tyler apresentando inicialmente o baterista Joey Kramer ao público. Com as batidas caraterísticas desta grande música, o responsável pelas baquetas deu o peso na medida certa.

Aerosmith em SP – Foto: Flavio Leonel/Roque ReversoAerosmith em SP – Foto: Flavio Leonel/Roque ReversoAerosmith em SP – Foto: Flavio Leonel/Roque ReversoAerosmith em SP – Foto: Flavio Leonel/Roque Reverso

Outra menos conhecida, mas bastante executada na turnê atual, “Rats in the Cellar” foi tocada com maestria pelo Aerosmith na sequência. Com vários momentos de improviso de toda a banda, os músicos provaram (como se precisassem) o porquê de tanto sucesso em pouco mais de 45 anos de carreira.

Na introdução de “Dude (Looks Like a Lady)”, imagens do grupo em desenho deram ao show um pouco de efeitos no telão que já apareceram em maiores doses nas apresentações anteriores por São Paulo. Num espátculo de hard rock, a questão visual é sempre importante, mas a simplicidade adotada pelo Aerosmith também conta positivamente, passando a análise de que o que vale ali é a música.

A trinca “Monkey on My Back”, “Pink” e “Rag Doll” foi mais uma junção de hits com algo menos clássico. Enquanto a primeira manteve característica da apresentação de o grupo mostrar mais pegada rock nas menos badaladas, “Pink” fez a alegria dos fãs mais novos e “Rag Doll” trouxe o guitarrista Joe Perry na guitarra haviana, como em espetáculos anteriores e com a qualidade acima da média de sempre.

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FOTO: FLAVIO LEONEL/ROQUE REVERSO

O mesmo Perry assumiria os vocais em “Stop Messin’ Around”, cover do Fleetwood Mac. Durante o começo da faixa, imagens do guitarrista subindo no tradicional Monumento às Bandeiras da capital paulista foram mostradas nos telões. Mais uma vez, apesar de muita gente desconhecer a canção, o Aerosmith deu uma sensacional aula de rock, com a pintada considerável de blues que a música possui e com direito a Perry solando no fim com a guitarra nas costas.

“Chip Away the Stone”, talvez, em termos de qualidade musical, tenha sido a melhor da noite. Por mais que muitos não conhecessem a faixa, que representa o primeiro single do disco duplo ao vivo “Live! Bootleg”, de 1978, foi uma experiência e tanto ver a performance de todos no palco. Foi aquele tipo de interpretação que vale cada centavo de um ingresso pago num show.

Depois de duas músicas menos badaladas, mas executadas com perfeição, o Aerosmith voltou aos hits com o “arrasa-quarteirão” eterno “I Don’t Want to Miss a Thing”. Nem é preciso dizer que o Allianz Parque veio abaixo, com direito a um show de luzes de celular nas arquibancadas, fato que já havia acontecido em outras canções mais lentas da noite. Vale destacar que Steven Tyler chegou a arriscar alguns versos de “Hole in My Soul” antes, mas essa ficou só num trecho de aperitivo.

O show se encaminhava para o final, mas os presentes ao público continuavam. “Come Together”, ultraclássico dos Beatles, foi, como de costume, tocada de maneira digna pela banda e agradou bastante. Depois, foi a vez de nada menos que “Walk This Way”, que, talvez, seja a canção mais emblemática do grupo e responsável pelo ressurgimento dos músicos nos Anos 80.

Pausa para o descanso e uma movimentação grande na ponta do palco foi observada pelo público mais próximo. Era a equipe de apoio trazendo o piano que seria usado na canção seguinte.

De volta para o bis, Steven Tyler presenteou novamente o público com a belíssima “Dream On”. Poderosa e capaz de arrancar lágrimas de muitos fãs, ela repetiu os momentos de catarse de outros shows do grupo. No fim, um jato de fumaça surgiu ao lado do piano, que já havia contado com Joe Perry solando sobre ele.

A última da noite foi simplesmente “Sweet Emotion”, que manteve a tradição de ficar entre as melhores. Vale lembrar que, em 2013 no Monsters, o baixista Tom Hamilton desfalcou a banda. Agora, em 2016, estava ele com seu belíssimo baixo azul iniciando os acordes deste clássico inconfundível do Aerosmith. No fim, uma chuva de papel picado sinalizou que a belíssima noite estava terminando.

Satisfeito, o público aplaudiu a banda com intensidade no que pode ter sido a última passagem do Aerosmith por São Paulo. O show de 2016 pode até não ter superado os anteriores na capital paulista, mas nem de longe ficou alguma sensação de algo abaixo da média do grupo. Com tantos anos de estrada e com ainda muito vigor da banda de hard rock, privilegiados são aqueles que ainda têm a oportunidade de assistir a um espetáculo do Aerosmith.

Crédito: Flavio Leonel

Fonte: http://combaterock.blogosfera.uol.com.br/

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